Mais seguros, 9 carros têm zero morte em acidentes nos EUA

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SUVs surpreendem e dominam lista dos mais seguros.
Carros pequenos têm maiores taxas de vítimas fatais.

Com o avanço de tecnologias de assistência e segurança, pela primeira vez na história, 9 modelos ostentam taxa zero de morte de condutores em acidentes durante 3 anos nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa divulgada pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), organização sem fins lucrativos mantida por seguradoras americanas.

O instituto levantou os números de vítimas fatais por modelos entre 2009 e 2012. Para fazer parte da lista, foi necessário ter pelo menos 100 mil unidades licenciadas no país durante o período ou um mínimo de 20 mortes registradas.

Entre os veículos mais seguros, além de serem maioria os de luxo, o domínio dos utilitários esportivos, ou SUVs, foi surpreendente. Os modelos base são ano 2011.

O Kia Sorento 2WD não apresentou nenhuma morte de motoristas nos 3 anos pesquisados.

De acordo com o IIHS, há uma década os SUVs tinham as maiores taxas de risco porque tinham grandes chances de capotamento, mas a adoção do controle eletrônico de estabilidade cortou o índice de vítimas fatais em cerca de 75%.

Atualmente, a categoria de utilitários esportivos é a mais segura para os motoristas nos EUA. “Com algumas exceções, os índices de morte tendem a cair à medida em que o carro fica maior”, afirmou a entidade.

Entre os 19 mais bem cotados, apenas 5 não são SUVs, conforme o estudo.

Avanços
Segundo o IIHS, o aumento da segurança nos automóveis passa principalmente por legislações, que obrigam as montadoras a elevar o nível do seus produtos.

Por exemplo, a Suécia tem um plano de “morte zero” em vigor desde 1997. No Brasil, airbags e freios ABS passaram a ser obrigatórios em 2014.

Os consumidores ganham cada vez mais importância, desde que os testes de colisão começaram a ser divulgados. O instituto realiza o levantamento períodico por modelos desde 1989.

“O fim das mortes no trânsito ainda está algumas décadas distante, e chegar lá exigirá mudanças nas estradas e políticas públicas, além das melhorias nos automóveis”, afirmou em nota David Zuby, vice-presidente executivo da IIHS.

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